Prof.ª Maria Luiza Redentora:

"...Mesmo que para isso tenha que dar minha cara a tapa, e lançar-me na guerra sem armadura,
vou peitar isso tudo mesmo que fique aqui só e insegura..."

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A um amigo

A quem quero muito bem e espero paciência por parte de minhas loucuras, essa versão linda e toda certinha dessa clássico que é o "Samba pra Vinicius", do Toquinnho.



POETA, POETINHA VAGABUNDO!
SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ !
FITTIPAS VELHO SARAVÁ!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mais um tiquinho de lirismo

Ai, ai ó mar! "Quanto de teu sal não são lágrimas de Portugal!"

Um pouquinho de lirismo

Já faz um certo tempo que eu descobri este incrível intérprete de fado. Seu nome é Antonio Zambujo. Ele faz um fado digamos contemporâneo, fazendo releituras de clássicos com uma roupagem atual. É maravilhoso! Os arranjos, a voz, o jeito de tocar, e enfim, vá lá, ele é um belo gajo também...um encanto!. Confiram:

domingo, 4 de outubro de 2009

Luto

Me afastei um pouco do blog com o turbilhão nefasto do meu incosciente atrapalhando minha vida. Mas volto a postar. Infelizmente não por uma causa muito feliz. Morreu hoje aos 74 anos a maravilhosa Mercedes Sosa, em decorrência de complicações renais e respiratórias. Muita falta nos fará, mas na tentativa de não ficar triste e honrar sua memória com a alegria que ela nos presenteou, coloco abaixo este hino a vida, imortalizado na sua grandiosa voz.

Mercedes Sosa - Gracias a la vida

sábado, 12 de setembro de 2009

Samba sobre o infinito

Estou só. A noite cai inquieta, e tudo parece perder ou engrandecer em sentido. Essa música veio bem a calhar... Silêncio por favor...

"Para ver as meninas" (de Paulinho da Viola)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Festivais

Me inscrevi nesses dias em alguns festivais de música pelo Brasil. Não sei o que esperar, mas não posso deixar de fazer uma referência nostálgica – Rá rá rá! eu que estava ainda longe de nascer - aos grandes festivais da canção transmitidos pela Rede Record no final dos anos 60. Escolhi essa canção por ter uma temática política, que também terá este post, e por ter ficado impressionado com a vitalidade desta interpretação - não é por menos que ganhou este concurso. Abaixo segue Jair Rodrigues interpretando “Disparada”, de Geraldo Vandré e Theo de Barros, na final do II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, no Teatro Record Consolação (São Paulo).

Esses festivais sempre me impressionaram, tanto pela quantidade de talentos revelados, que marcariam o cenário musical brasileiro nas décadas seguintes, quanto pelo papel da mídia nisso tudo. Eram outros tempos, é claro, anteriores ao surgimento da massiva indústria fonográfica tupy, mas cogitar nos tempos atuais que uma emissora de televisão pudesse ter papel tão decisivo, para melhor, no cenário cultural nacional, é motivo de galhofa – e nas mentes dos marketeiros culturais de plantão até uma heresia!

Entendo claramente que o próprio formato desses festivais foi se desgastando com o tempo e com as suas reedições, mas não posso acreditar que tais iniciativas tenham sido deixadas de lado em substituição aos atuais “Fama”, “Ídolos”, e demais reality shows estúpidos e emburrecedores. Tentativas de reviver o espírito desses festivas fracassaram monumentalmente pela insistência, a começar pela escolha dos jurados – que diga-se de passagem foi um dos pontos primorosos dos antigos festivais - em se manter atrelado ao apelo pop, condenável quando para se universalizar o discurso, utiliza-se de artifícios simplórios, batidos e repetitivos. Não posso concordar com a ideia imediatista e equivocada, encravada na mente dos empresários musicais do mainstream, de que algo comercializável tenha que ter essas características. Estou cansado de ver essa máxima burra, porque acaba cavando sua própria cova (apesar de inicialmente trazer lucro), sendo repetida em todos os cantos da arte, seja na música, no teatro, na teledramaturgia, na dança, no cinema, etc. Se isso fosse correto, como explicar o sucesso desses antigos festivais? Como explicar o fato de músicas de compositores do início do século passado serem ainda inteligíveis, interessantes, divertidas, etc, para um público atual? Não afirmo isso do nada. Quantas e quantas vezes já não me deparei com crianças, aborrecentes-mtv e adultos de diversas classes sociais encantados e entretidos com canções de Noel Rosa que eu estava executando. Tudo bem, e faço essa ressalva, que há o efeito do exótico, do novo (para eles) e da presença de palco, mas, será mesmo que precisariam estes viver escutando a pornoxanxadas de quinta categoria, porque os departamentos de vendas julgam que só assim irão lucrar? Com a arte e o consumo musical pulverizados, se vai cada vez mais baixo na tentativa de ser universal (vender para todos), ou apela-se para o internacional, onde a maioria gosta na ignorância (não se sabe -o que no final não importa- o que se canta, apenas ritmo e melodia).

Será possível que não aprenderam nada com o Tropicalismo?!

Bem, mas são outros tempos. Tempos de internet! Onde se pode divulgar um trabalho com facilidade! Onde existe a possibilidade se dirigir a milhares diretamente! Só que tudo é por demais atomizado e as informações se perdem...

Ao menos, em meio a isso tudo, ainda existem festivais em diversas cidades brasileiras, com maior ou menor repercussão, para que esse impulso de incentivo a música e aos novos talentos não se acabe. Porque se depender da atual mídia de massas.................(prefiro não terminar essa sentença).

sábado, 29 de agosto de 2009

Béradêro

Já faz algum tempo que sempre escuto pessoas me falarem sobre essa música do Chico César. Na verdade costumavam me declamar a letra, que é ótima. Hoje me lembrei disso e baixei o primeiro álbum dele "Aos Vivos", lançado em 1995, cujo primeira faixa é esta. Resolvi então dar uma olhada no youtube e encontrei essa versão dele com a Jazz Sinfônica, em uma apresentação no Palace, em junho de 1996, no extinto Kaiser Bock Winter Festival. Confiram:


Os olhos tristes da fita
Rodando no gravador
Uma moça cosendo roupa
Com a linha do Equador
E a voz da Santa dizendo
O que é que eu tô fazendo
Cá em cima desse andor

A tinta pinta o asfalto
Enfeita a alma motorista
É a cor na cor da cidade
Batom no lábio nortista
O olhar vê tons tão sudestes
E o beijo que vós me nordestes
Arranha céu da boca paulista

Cadeiras elétricas da baiana
Sentença que o turista cheire
E os sem amor os sem teto
Os sem paixão sem alqueire
No peito dos sem peito uma seta
E a cigana analfabeta
Lendo a mão de Paulo Freire

A contenteza do triste
Tristezura do contente
Vozes de faca cortando
Como o riso da serpente
São sons de sins, não contudo
Pé quebrado verso mudo
Grito no hospital da gente

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tristeza

Hoje não estou vendo a vida cotidiana com bons olhos. E na procura de algo que me animasse encontrei essa maravilha. É uma apresentação do Baden Powell ainda jovem, em Berlim, filmada para um documentário. De fato, era tudo que precisava.

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Tristeza por favor vá embora, minha alma que chora
Está vendo o meu fim...Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar, quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pequeno Tesouro

A poucas semanas atrás, antes que essa gripe maldita me atormentasse, comecei a tirar a música "Último Desejo", de Noel Rosa, na minha aula de canto. Pesquisando no youtube alguma versão pra me guiar na complicada melodia me deparei com isto aqui. Meu Deus!!!!!!!!!!! É estonteante, maestral, gigantesca essa versão apresentada em um especial da Tv Globo em 1975 homenageando o , talvez , já um pouco esquecido Noel Rosa. A música casa tão bem com a Maysa, com seu jeito e voz , e o acompanhamento na gaita de Rildo Hora é tão lindo e inusitado, que não conseguia fazer nada mais do que olhar frisado ao vídeo quase sem piscar, e por isso compartilho e divulgo aqui.