terça-feira, 6 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Investigando o abismo
Foto: Emilio Morenatti
Tenho tido sonos tristes.
Veja: Não são pesadelos.
São apenas sonhos em que você acorda
Com a certeza de que tudo em volta
Não faz sentido.
Não faz sentido a cidade;
Não faz o menor sentido a família;
Suas amizades mal resolvidas
Não fazem sentido;
Seus amores...
Seriam apenas leve incomodo,
Leve mal estar passageiro que te trouxe a noite,
E que se dissipa com a brisa matutina,
Não fosse a teimosia do mal estar em não se dissipar.
O sol acorda. Ligam-me gente de diversos círculos,
e o maldito lá, a me dizer que nada mais vale a pena.
"Ora essa!" Me dizem os amigos.
"Não recebestes o telefonema?"
"A festa do mundo está aí a se renovar!"
"Não vais cair nessa piscina?"
Sempre fui de nadar...
Mesmo quando havia chuva -
As vezes, principalmente quando tempestade.
Mas a mim, a noite trouxe a mensagem eletrônica,
Anunciando que o fim nuclear há três semanas chegara,
Que não me acharam porque não estava no sistema,
Mas que agora finalmente me comunicavam.
"Estás só. Não morrestes por algum acaso absurdo.
A ti coube acordar com a frieza da aurora,
e viver, se conectar, com máquinas"
Estas sim, realidades que restaram.
***
"O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
que cresceram com a força de pedreiros suicidas"
Chico Science - A Cidade

Tenho tido sonos tristes.
Veja: Não são pesadelos.
São apenas sonhos em que você acorda
Com a certeza de que tudo em volta
Não faz sentido.
Não faz sentido a cidade;
Não faz o menor sentido a família;
Suas amizades mal resolvidas
Não fazem sentido;
Seus amores...
Seriam apenas leve incomodo,
Leve mal estar passageiro que te trouxe a noite,
E que se dissipa com a brisa matutina,
Não fosse a teimosia do mal estar em não se dissipar.
O sol acorda. Ligam-me gente de diversos círculos,
e o maldito lá, a me dizer que nada mais vale a pena.
"Ora essa!" Me dizem os amigos.
"Não recebestes o telefonema?"
"A festa do mundo está aí a se renovar!"
"Não vais cair nessa piscina?"
Sempre fui de nadar...
Mesmo quando havia chuva -
As vezes, principalmente quando tempestade.
Mas a mim, a noite trouxe a mensagem eletrônica,
Anunciando que o fim nuclear há três semanas chegara,
Que não me acharam porque não estava no sistema,
Mas que agora finalmente me comunicavam.
"Estás só. Não morrestes por algum acaso absurdo.
A ti coube acordar com a frieza da aurora,
e viver, se conectar, com máquinas"
Estas sim, realidades que restaram.
***
"O sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
que cresceram com a força de pedreiros suicidas"
Chico Science - A Cidade
terça-feira, 30 de março de 2010
Se preparem! Ou desculpa poetíca para transar
Amigos vivei! Aproveitai seus últimos instantes pecadores na face da terra. Se redimam de seus pecados enquanto é tempo. O fim está próximo. A ciência, sim, Pessoa, a ciência!, não conhece limites. Hoje os pérfidos soldados da mente celebram o marco de nossa ruína. Conseguiram atingir velocidades e energia nunca dantes vistos, e mesmo assim, querem mais, querem recriar, iludidos, o que suas cabeças blasfêmicas pensam ser o começo dos tempos, o início das eras, o útero que pariu vida! Depressa meus irmãos, vivei enquanto é tempo. Se redimam de suas vidas pouco vividas!Namorados fazei! Putas Lucrei! Esposas! Maridos! Traiam! E metei! Metei, meus irmãos, metei e gozais seus últimos instantes de vida. A data do próximo passo, do fim do mundo e dos tempos, e do espaço, e de tudo, enfim, é conhecido e será publicado aqui neste blog quando me lembrar de procurar.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Muito bem, confesso...
Gentiiiiii! Tô xonadinho nessa música. =) Bruna Caram Roxx!
No fundo eu sou feito de açúcar ;)
No fundo eu sou feito de açúcar ;)
Ignorem o video. Escutem a música
quarta-feira, 17 de março de 2010
Amor sublime, o amor terreno VI
Cântico dos Cânticos
Bíblia - Antigo Testamento
Bíblia - Antigo Testamento
SEXTO CANTO
Triunfo de amor
Coro.
5 Quem é esta que surge do deserto,
apoiada no seu amado?
Ele.
Debaixo da macieira eu te despertei,
onde tua mãe, em dores, por ti se consumia,
onde se consumia em dores quem te deu à luz.
Ela.
6 Põe-me como um selo sobre teu coração,
como um selo sobre teu braço!
Porque é forte o amor como a morte,
e a paixão é violenta como o abismo:
suas centelhas são centelhas de fogo,
labaredas divinas.
7 Águas torrenciais não conseguirão apagar o amor,
nem rios poderão afogá-lo.
Se alguém quisesse comprar o amor,
com todos os tesouros de sua casa,
se faria desprezível.
A amada e seus irmãos
Irmãos.
8 Temos uma irmãzinha,
ainda sem seios.
O que faremos por nossa irmã,
quando alguém pedir sua mão?
9 Se ela é uma muralha,
vamos construir-lhe ameias de prata;
se é uma porta,
vamos reforça-la com pranchas de cedro.
Ela.
10 Agora já sou uma muralha,
e meus seios são como torres.
E assim tornei-me a seus olhos
a mulher a encontrar a paz.
A vinha de Salomão
Ela.
11 Salomão tinha uma vinha em Baal-Hamon.
Entregou a vinha a cultivadores;
por seus frutos se pagaria
mil siclos de prata.
12 Sobre minha vinha, porém, disponho eu:
para ti, Salomão, os mil siclos,
e duzentos para os cultivadores de seus frutos.
Intimidade do amor
Ele.
13 Tu que habitas nos jardins,
com companheiros a escutar a tua voz,
deixa-me ouvi-la!
Ela.
14 Vai depressa, meu amado,
– imitando a gazela ou sua cria –,
para os montes perfumados!
Amor sublime, o amor terreno V
Cântico dos Cânticos
Bíblia - Antigo Testamento
Bíblia - Antigo Testamento
QUINTO CANTO
Prendas da amada
Ele.
4 És formosa, minha amiga, como Tersa,
encantadora como Jerusalém,
esplêndida como as constelações.
5 Aparta de mim teus olhos, porque eles me perturbam!
Teus cabelos são como um rebanho de cabras,
esparramando-se pelas encostas de Galaad.
6 Teus dentes são como um rebanho de ovelhas,
recém-saídas do lavadouro;
cada um com seu par, sem perda alguma.
7 Tuas faces são metades de romã,
na transparência do véu.
A predileta
Ele.
8 Sessenta são as rainhas,
oitenta as concubinas,
além de numerosas donzelas.
9 Uma só, porém, é a minha pomba, o meu primor:
única é ela para sua mãe,
é o encanto de quem a gerou.
Ao vê-la, felicitam-na as donzelas,
louvam-na as rainhas e as concubinas.
Coro.
10 Quem é esta que surge como a aurora,
bela como a luz, brilhante como o sol,
esplêndida como as constelações?
Ele.
11 Desci ao horto das nogueiras
para examinar os brotos da várzea
e ver se as vides já brotavam,
se floresciam as romãzeiras.
12 Sem me aperceber, minha fantasia me transportou
até às carruagens da nobre comitiva.
A dança
Coro.
1 Retorna, Sulamita, retorna!
Retorna, para podermos contemplar-te, retorna!
Ele.
O que vedes na Sulamita,
quando dança entre dois coros?
2 Como são belos teus passos nas sandálias,
ó filha de príncipes!
Os contornos de teus quadris são como colares:
obra das mãos de artista.
3 Teu umbigo é uma taça redonda:
não lhe falte vinho mesclado!
Teu ventre é um monte de trigo, cercado de lírios.
4 Teus seios são como duas crias,
como gêmeos de gazela.
5 Teu pescoço é como uma torre de marfim.
Teus olhos são como as piscinas de Hesebon,
junto à Porta Maior.
Teu nariz é como a torre do Líbano,
sentinela sobre Damasco.
6 Tua cabeça sobressai como o Carmelo;
e as madeixas de tua cabeça são como fios de púrpura,
que nos tanques um rei mantém amarrados.
Protestos de amor
Ele.
7 Como és formosa e encantadora,
ó delicioso amor!
8 Teu talhe assemelha-se a uma palmeira,
e teus seios a cachos.
9 Eu disse: "Vou trepar pela palmeira
e agarrar-me às suas frondes".
Teus seios devem ser como racemos na cepa,
teu hálito como a fragrância das maçãs,
10 tua boca, como vinho generoso.
Ela.
Ele flui suavemente para meu amado
deslizando pelos lábios dos adormecidos!
11 Eu sou do meu amado,
e ele arde em desejos por mim.
Canção do encontro
Ela.
12 Vem, meu amado, saiamos ao campo!
Passaremos a noite nas aldeias,
13 madrugaremos para ir aos vinhedos,
ver se as vides lançaram rebentos
ou se já se abrem suas flores,
se florescem as romãzeiras.
Ali te darei o meu amor.
14 As mandrágoras exalam seu perfume,
e à nossa porta há mil frutas deliciosas,
tanto frescas como secas,
que para ti, meu amado, reservei.
Anelos de amor
Ela.
1 Quem me dera que fosses meu irmão,
amamentado aos seios de minha mãe!
Encontrando-te pela rua, beijar-te-ia,
sem que alguém me desprezasse.
2 Eu me farei teu guia para introduzir-te
na casa de minha mãe, que me criou;
dar-te-ei a beber vinho aromático e suco de minhas romãs.
3 Sua esquerda apóia minha cabeça,
e sua direita me abraça.
Ele.
4 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,
que não acordeis nem desperteis a amada,
antes que ela queira.
Amor sublime, o amor terreno IV
Cântico dos Cânticos
Bíblia - Antigo Testamento
Bíblia - Antigo Testamento
QUARTO CANTO
Noturno
Ela.
2 Eu estava dormindo, mas meu coração velava.
Atenção! O meu amado está batendo.
Ele.
Abre, minha irmã e minha noiva,
minha pomba, meu primor!
Pois tenho a cabeça borrifada de orvalho,
e do sereno da noite, minha cabeleira.
Ela.
3 Já despi minha túnica:
hei de vesti-la novamente?
Já lavei os pés:
hei de sujá-los outra vez?
4 O meu amado meteu a mão na fechadura,
fazendo-me estremecer em meu íntimo.
Em busca do amado
Ela.
5 Levantei-me para abrir ao meu amado,
minhas mãos gotejando mirra;
de meus dedos a mirra escorria
sobre o trinco da fechadura.
6 E então abri ao meu amado,
mas o meu amado já se tinha ido, já se tinha retirado.
Ansiei loucamente por falar-lhe:
procurei, mas não o encontrei;
chamei, mas não me respondeu.
7 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda da cidade:
espancaram-me e me feriram;
arrancaram-me o manto as sentinelas das muralhas.
8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém:
se encontrardes o meu amado,
anunciai-lhe que desfaleço de amor!
Descrição do amado
Coro.
9 O que distingue dos outros o teu amado,
ó mais bela entre as mulheres?
O que distingue dos outros o teu amado,
para que assim nos conjures?
Ela.
10 O meu amado é branco e corado,
inconfundível entre milhares:
11 Sua cabeça é ouro puro,
a cabeleira é como leques de palmeira,
é negra como o corvo.
12 Seus olhos são pombos,
junto aos cursos de água,
banhando-se em leite,
detendo-se no remanso.
13 Suas faces são canteiros de bálsamos,
tufos de ervas aromáticas.
Seus lábios são como lírios,
a destilar um fluido de mirra.
14 Suas mãos são braceletes de ouro,
guarnecidas com pedras de Társis.
Seu corpo é marfim lavrado,
recoberto de safiras.
15 Suas pernas são colunas de alabastro,
assentadas em bases de ouro.
Seu aspecto, como o Líbano, airoso como os cedros.
16 Sua boca é só doçura; todo ele, pura delícia.
Tal é o meu amado, assim é o meu amigo,
ó filhas de Jerusalém.
Encontro com o amado
Coro.
1 Aonde foi o teu amado,
ó mais bela das mulheres?
Para onde se dirigiu o teu amado?
Iremos contigo à sua procura.
Ela.
2 O meu amado desceu ao seu jardim,
aos canteiros de bálsamos,
para apascentar nos vergéis e colher lírios.
3 Eu sou do meu amado, e o meu amado é todo meu.
Ele é um pastor entre lírios.
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